terça-feira, 30 de novembro de 2010

A guerra no Rio


Depois de muito tempo sem postar aqui, finalmente alguma notícia que vale a pena ser comentada neste humilde blog: a guerra no Rio de Janeiro que está sendo travada nas favelas cariocas do complexo do Alemão e adjacências entre traficantes e o conjunto da polícia civil, militar, o BOPE, e as forças armadas do país.
Como disse meu colega Gordo Narimatsu, a semana passada foi o momento ápice, em que nunca sentimos tanta vontade de assistir ao noticiário para ver as imagens de luta dos "mocinhos contra os bandidos".
As imagens de tiroteios, helicópteros sobrevoando a favela, fuga de traficantes e apreensões foram incríveis, e infelismente traduzem um retrato da realidade que o país vive, sendo enviada diretamente pra fora, numa época em que estão próximos a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Creio que daqui a 2 anos, José Padilha, diretor de Tropa de Elite e Tropa de Elite 2, terá em mãos muito material para se trabalhar e colocar em uma nova continuação, que segundo ele mesmo "é apenas uma versão baseada em alguns fatos da realidade".
De qualquer forma, estas ações demoraram e muito para acontecer, mas podem significar um momento importante de mudança para o país; de que as coisas realmente podem mudar, tanto na forma de se pensar (excluindo-se de vez a falta de vontade e acomodação dos brasileiros), como na forma de agir (com ética e cidadania, revendo-se os verdadeiros valores para a sociedade). Um exemplo típico disso é o recente fortalecimento da Venezuela, com a retirada dos mineiros e do país "do fundo do poço", literalmente, num retorno do verdadeiro sentimento de nacionalismo e patriotismo.
Esperamos que essas ações em conjunto de nossas forças possam acabar de vez com todos os problemas (ou a maioria deles) no Estado do Rio e que nosso país se torne cada vez mais livre de corrupção e bandidagem. Que haja um final feliz para a futura continuidade de Tropa de elite 2. É isso.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reflexão 3 - Felicidade


Ultimamente, tenho estudado e visto muitas matérias acerca da felicidade. Um tema um tanto subjetivo e particular para cada ser pensante em nosso planeta. A única questão é: será que sou realmente feliz? Você, leitor é?
Em uma matéria da jornalista Ana Paula Padrão em programa para a TV, a mesma foi até o Butão, pequeno país próximo à Ìndia para desvendar um fenômeno curioso: o fato de o país adotar não mais um índice econômico (PIB - produto interno bruto) para avaliar seu crescimento, mas sim levar em conta o FIB - Felicidade Interna Bruta, que abrange as relações possíveis do homem com seu ambiente, seja com a família, amigos, política, economia, consigo mesmo, com sua saúde, com os animais, com o meio ambiente, dentre outros. E acredite, lá eles são felizes, e muito!
Então penso: se for levar em consideração todos esses aspectos, talvez nunca serei feliz por completo. O certo é que há muita coisa das quais nos preocupamos e não estamos contentes. Mas a felicidade não envolve apenas a alegria, mas sim a satisfação, e talvez esse seja o ponto principal a ser destacado.
Existem hoje tantas pessoas em situações precárias, com dificuldades financeiras, com carências e deficiências, que passam por percalços... Mas ainda assim, abrem um sorriso confiante e se dizem felizes. Por que não nos exemplificamos nelas?!
Por que temos de nos fazer de vítimas, de tentar demonstrar aos outros com nosso egoísmo que temos problemas (talvez) maiores do que eles?! Possivelmente, este egoísmo é o que nos faz não estar bem consigo mesmos e com os outros.
Creio que a gratidão, tanto pelos fatos positivos quanto negativos, é o que nos torna realmente felizes. Porque por trás da felicidade, sempre existe a esperança e a fé de que tudo dará certo. Mais do que um estado de espírito, a felicidade pode tornar-se uma filosofia de vida.
Portanto, como disse Bob Marley numa de suas músicas colocadas em propaganda de carros e no filme "Eu sou a Lenda", com Will Smith, "don't worry about a thing, 'cause every little thing is gonna be alright!".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Religiões


Bom dia, tarde e noite, meus amigos!
Desta vez venho escrever esse post, após ver a notícia de que um pastor protestante americano pretende queimar o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, no dia 11 de Setembro, data trágica para os americanos devido ao atentado em que foram lançados 2 aviões nas torres gêmeas do complexo World Trade Center (principal símbolo de poder econômico dos EUA na época), morrendo várias pessoas.
Creio que mesmo sendo esse ato uma espécie de protesto ao atentado, não há porquê realizá-lo após tanto tempo do ocorrido e também nada há de válido em reascender a chama do medo de novos atentados contra o país.
O que esse pastor demonstra, é o mesmo rebaixamento de pensamento e atitudes, em que se leva a religião ao ponto extremista de não considerar outros como irmãos, num egoísmo absurdo no qual se enxerga apenas a visão própria como sendo a melhor (o que ocasiona, logicamente as intermináveis guerras santas na região do Oriente Médio, por exemplo).
Já não cabe mais nos dias de hoje, a intolerância para com grupos religiosos diferentes; a sociedade está mudando inteiramente sua visão (com a diversidade de pensamentos, hábitos e estilos de vida), e isso deve valer também para as doutrinas religiosas; afinal, se a base de todas as religiões é o respeito a si mesmo e ao próximo, como as pessoas podem matar ou realizar atos "desumanos" em nome de Deus? Isto realmente é contraditório e perigoso...
Não devemos confundir a adoção de uma filosofia com o fanatismo. Tudo tem seu equilíbrio, e creio que "vários caminhos levam a Deus". Não há nenhum totalmente correto ou incorreto, desde que se sigam os princípios dos quais citei antes, de respeito e amor.
Enfim, o ato desse pastor, se realmente for concretizado, só levará a mais ódio, medo, indignação e rancor. Literalmente será um novo atentado (assim como as torres gêmeas), inaceitável nos dias atuais.
Que Deus nos ajude...

domingo, 22 de agosto de 2010

Onde estão os verdadeiros políticos?!


Como dever de cidadão, tenho visto um pouco da propaganda política veiculada na televisão e por muitas vezes não sei se dou risada (realmente alguns candidatos são engraçados) ou se choro (pelos mesmos, citados anteriormente) ao visualizar a falta de preparo e o "circo" em que virou este evento democrático tão importante, que são as eleições. O pior é que os palhaços desse circo somos todos nós, literalmente (vide ainda a lei eleitoral contra o trabalho dos humoristas)...
Inicialmente, é incrível a quantidade de candidatos aos mais diversos cargos que já fazem parte do rol de conhecidos pelo público, as chamadas "subcelebridades" que aproveitam sua "popularidade" para ganhar votos do ingênuos eleitores: cantores, humoristas, ex-esportistas... pessoas que provavelmente nem sabem qual é a função do cargo que pretendem exercer. Se alguém bem conhecido e seguido do twitter se candidatar, é bem capaz que ganhe, com o já famoso nome "Fulano de tal do Twitter"!
Em segundo lugar, como os candidatos podem em dez segundos ou menos, apresentar projetos e propostas razoáveis para a população para que possam ganhar seus votos?! Tem vezes que a propaganda é tão rápida quanto as advertências do Ministério da Saúde... Na verdade esses candidatos podem sim, nos fazer mal no futuro.
Enfim, o festival de palhaçadas e de apresentação de pessoas não sérias, faz até com que os renomados entrem na dança, podendo até conquistar o povão (não vamos citar nomes, né?!).
Outra injustiça é o fato do Presidente de nosso país poder fazer propaganda de "seus" cadidatos. Cada um deveria caminhar com as próprias pernas, e (desculpe o trocadilho) não tomar partido de ninguém.
Então por favor, você que está lendo esse blog, procure saber sobre seu candidato, seu partido e suas propostas, para que no futuro você possa reivindicar seus direitos com base de conhecimento, e não seja mais um que apenas justifique sua situação com a frase: "estamos assim por culpa do governo/políticos...".
A propaganda e os candidatos podem ser engraçados, simpáticos, mas veja o que está por trás disso tudo. Sempre!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Você conhece o consumidor 2.0?


O mundo das relações comerciais e das tecnologias de comunicação, criaram um novo tipo de cliente, que preocupa-se em ser visto e ouvido pelas grandes corporações: é o consumidor 2.0, advindo da chamada web 2.0 (ultraconectada), onde seus usuários agora demonstram uma incrível capacidade de por meio de suas opiniões, fazer com que as empresas mudem de atitude e passem a respeitar seus pontos de vista, seja com relação à qualidade de seus produtos ou sua falta no mercado, seu design, ou até uma propaganda mal vista pela sociedade.
Pode-se dizer agora, que o antigo ditado "o cliente tem sempre a razão", pode começar a ser tratado de forma mais literal, onde quem realmente tem o poder de ditar regras é aquele que consome um produto e que pode divulgar suas crítica para o mundo inteiro.
As empresas neste momento têm quase que a obrigação de abrir seus canais de comunicação e tentar perceber qual é a repercussão de sua marca, seus produtos e a visão de seus atentos e críticos clientes, tentando adaptar-se a esse novo tipo de consumidor.
Ficamos mais inteligentes, acessíveis e unidos, portanto, temos a capacidade de reivindicar sempre o melhor para nós. A sociedade se fortalece (mesmo que virtualmente), e toma novos rumos relações comerciais mais justas e igualitárias.
Nós, comunicólogos, agradecemos!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Reflexão 2


Começo essa reflexão com as seguintes perguntas: você se lembra daquilo que almoçou hoje? Como estava o sabor da comida? Você mastigou bem, fez uma boa digestão? No seu trabalho hoje, você conseguiu dedicar-se sem se importar com o tempo? Discutiu com alguém, ou relevou o caso? Com seus familiares, teve tempo de dar um abraço, conversar sobre os fatos do dia, dar satisfações, sem ficar preso no seu próprio "mundinho"? Você, leitor, deve pensar: "Bem, e o que isso importa???"
Eu te respondo: tudo! A maneira como pensamos e agimos define como é nossa vida. Muitas vezes, estamos tão preocupados em tentar resolver nossos problemas, que não percebemos o mundo em constante mutação à nossa volta. Por muitas vezes trabalhei correndo, não me preocupando em dar um apoio aos que necessitavam de mim, bem ao lado... Por muitas vezes, engoli o "almoço" pelo atraso ou falta de gerenciamento do meu tempo, sem nem sentir seu sabor real... Por várias vezes, me tranquei no quarto pra viver aquilo que me interessava, sem dar satisfação àqueles que convivem comigo na maior parte do tempo, e a quem devo agradecer por existir...
E a pergunta derradeira: em quê, todas essas atitudes me ajudaram, ou te ajudariam atualmente? Eu lhe respondo com certeza: em nada! Nossas prioridades são feitas por nós mesmos, porém, devemos refletir o que necessariamente importa pra nós e pra nosso futuro. Ninguém vive sozinho nesse mundo, e à medida que o tempo passa, cada vez mais ficaremos dependentes de outros, de nossa frágil compleição física e ainda mais de nossa mente.
Cabe a nós desacelerar nosso ritmo alucinado, tentar perceber mais nossos sentidos, aproveitar mais os momentos tanto sozinhos quanto acompanhados daqueles que nos amam e refletir sobre as atitudes que nos auxiliarão no futuro.
Devemos controlar nossa vida, e não o contrário. Assim, podemos encontrar aquilo que chamamos de felicidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A nova tendência para casais...


Pra variar, conversando com meu amigo e fiel escudeiro Rodrigo Narimatsu, que tem o blog http://meiacommel.blogspot.com , nossas idéias chegaram até um assunto do qual ele me apresentou, com relação à atual tendência do mercado imobiliário e da vida moderna dos casais recém-casados: a aquisição de apartamentos com quartos separados! Imagine qual não foi minha surpresa e estranheza, ao saber do crecimento desse tipo de compra por pessoas que fizeram os votos de matrimônio e de união de suas vidas (teoricamente para sempre)...
Então, comecemos a pensar e a questionar as vantagens e desvantagens dessa escolha de compra para os casais. É inegável que com o aumento do individualismo (e até da diferença de personalidade) das pessoas que optam em dormir em quartos separados, a diferenciação de dormitórios realmente evita uma série de desavenças e brigas pela incompatibilidade de horários ao acordar e dormir, as diferenças de atividade durante o horário noturno (por exemplo, querer ler com luz acessa), o excesso de barulhos como o roncar, excesso de movimentação corporal, dentre outros. Enfim, situações, manias ou hábitos que fazem com que as pessoas possam se desentender e até acabar com um casamento, tendo-se em vista que apenas podemos conhecer realmente a pessoa com quem estamos junto, partir dessa "experiência" de conviver.
Por outro lado, à primeira vista (pessoalmente), onde está o conceito de intimidade, cumplicidade e união existente nos votos do casamento? E o calor humano que deve existir na convivência das pessoas? Como os casais poderão tirar um aprendizado de vida maior, dormindo separados, sem interagir e sem até ter uma "discussãozinha de relação" durante a noite?! E se no meio da noite, um deles quiser ter relações sexuais, terá de bater na porta do outro e pedir licença? Muito estranho...
De qualquer forma, isto é uma tendência crescente no mercado imobiliário, que vai de encontro às pretensões de casais que querem ter uma vida unida, sem perder a individualidade de cada parceiro. Será que podemos chegar mais longe nas relações familiares??